Se tens um negócio e ainda não tens site, já conheces a cena: alguém ouve falar de ti, procura o teu nome no telemóvel e não encontra nada. Ou encontra uma página de rede social parada há meses. A confiança arrefece — e a venda arrefece com ela.
A boa notícia é que criar um site deixou de ser um projeto de meses. Hoje consegues ter uma página séria no ar num fim de tarde e, nalguns casos, em minutos. Neste guia vais ver o caminho completo: o que decidir antes de tocar em qualquer ferramenta, os três caminhos possíveis para fazer o site e um passo a passo prático até publicar.
Antes de começar: três decisões que poupam horas
A maior parte das pessoas abre uma ferramenta, olha para um ecrã em branco e bloqueia. Não é falta de jeito — é falta de decisões. Resolve estas três antes de começar e o resto anda depressa.
1. O nome que vai aparecer
Escreve o nome do negócio tal como queres que apareça no topo do site e nos resultados de pesquisa. Se usas um nome comercial diferente do teu nome próprio, escolhe um e mantém-no igual em todo o lado: site, redes sociais, faturas. É esse nome que os clientes vão escrever no Google — e é com ele que te vão encontrar, ou não.
2. O que o site tem mesmo de mostrar
Um site de um negócio pequeno não precisa de dez páginas. Precisa de responder depressa a quatro perguntas de quem chega lá:
- O que fazes — numa frase que qualquer pessoa perceba à primeira.
- Como é o teu trabalho — três a seis fotografias reais valem mais do que qualquer texto.
- Quanto custa — preços claros ou, se depender do caso, um pedido de orçamento a funcionar.
- Onde estás e quando — zona onde trabalhas, morada se receberes clientes, horário.
Junta este material antes de começar. É meia hora de trabalho que evita semanas de site parado «porque ainda faltam as fotos». Se o teu negócio é de comer, temos um guia próprio sobre sites para restaurantes, pastelarias e cafés, com os detalhes desse ramo.
3. Como queres que te contactem
Decide um canal principal e põe-no visível em todo o site. Para a maioria dos negócios pequenos em Portugal, o WhatsApp é o caminho mais curto: o cliente carrega no botão e a conversa começa, sem esperas. Explicámos isso ao pormenor no artigo sobre vender pelo WhatsApp com um botão no site. O telefone e o formulário de contacto continuam a fazer sentido como alternativas — o importante é que ninguém saia do site sem uma forma óbvia de falar contigo.
Os três caminhos para criar um site
Há três formas de pôr um site no ar. Nenhuma é a certa para toda a gente — depende do teu tempo, do teu orçamento e da tua paciência para ferramentas.
Caminho 1: fazer tudo sozinho num construtor de sites
Os construtores de sites — as plataformas de arrastar blocos — dão-te controlo total: escolhes um modelo, arrastas caixas, escreves os textos, tratas das imagens. Funciona, mas tem um custo escondido: o teu tempo. São menus com dezenas de opções, decisões de design a cada passo e um resultado final que depende do teu olho para a coisa.
Atenção também aos planos «grátis para sempre»: quase sempre significam publicidade da plataforma no teu site e um endereço que não é teu. Escrevemos um guia sobre criar um site grátis sem cair em armadilhas que explica o que vem nas letras pequenas.
Caminho 2: contratar uma agência ou um freelancer
Entregas o problema a quem faz disto profissão. É o caminho certo para projetos grandes ou muito específicos: alguém desenha, escreve e monta por ti. Os contras são o preço — os valores variam imenso de projeto para projeto — e a dependência: cada alteração futura, por pequena que seja, passa por outra pessoa. Antes de pedires orçamentos, lê o nosso artigo sobre quanto custa fazer um site em Portugal para saberes comparar propostas.
Caminho 3: usar a Criei — escreves o que fazes e o site aparece
A Criei é o caminho do meio: fazes tu, mas sem montar nada. Escreves o que o teu negócio faz — por exemplo, «Faço bolos por encomenda em Aveiro» — e a plataforma monta a página: fotografias adequadas ao teu ramo, textos em português de Portugal e botão de WhatsApp a funcionar. Depois pedes as mudanças por palavras («põe a minha foto aqui», «tira este preço») e publicas.
Sem menus com cem opções e sem tutoriais. Escreves como falas.
Queres ver um exemplo real? A página da «Doce Rita», uma pastelaria caseira de Aveiro, foi feita assim — podes vê-la em demo.criei.space. E se te interessa perceber como isto funciona por dentro, temos um artigo sobre criar um site com inteligência artificial.
Quanto custa? Criar a conta e montar a página é grátis, sem cartão. Publicar o site custa 10 €, num pagamento único — sem marca da Criei e com domínio próprio ligável. A renovação é 19 € por ano, com aviso antes. Se precisares, há extras: domínio .pt por 29,90 €/ano, registado em teu nome, e caixa de correio profissional por 2,90 €/mês. Está tudo em criei.pt/#precos, sem surpresas.
Criar a conta e montar a página não custa nada — sem cartão, sem compromisso. Escreve uma frase sobre o teu negócio e olha para o resultado.
Experimentar grátisPasso a passo: do zero ao site publicado
Seja qual for o caminho que escolhas, o processo é o mesmo. Segue por ordem:
- Junta o material. Nome do negócio, três a seis fotografias reais, lista de serviços ou produtos com preços, contacto principal. Tudo numa pasta ou numa nota no telemóvel.
- Escreve uma frase que resuma o negócio. «Arranjo eletrodomésticos ao domicílio em Braga.» Se a frase estiver clara, o site vai estar claro.
- Escolhe o caminho. Tens tardes livres e gosto pela ferramenta? Construtor. Projeto grande e orçamento para isso? Agência. Queres o site no ar hoje, sem aprender nada de novo? Criei.
- Monta a primeira versão sem perfeccionismo. O objetivo é ficar completo, não perfeito. Um site simples e publicado vale mais do que um site perfeito que nunca sai do rascunho.
- Revê no telemóvel. A maioria das pesquisas hoje é feita no telemóvel, por isso a maioria das visitas vai chegar por aí. Abre o site no teu e verifica: lê-se bem? O botão de contacto está à vista? As fotografias carregam?
- Publica. Na Criei, é pagar os 10 € e carregar no botão. Resiste à tentação de afinar «só mais uma coisa» — é publicar que muda o jogo.
- Espalha o link. Põe o endereço no perfil das redes sociais, na assinatura do email, no estado do WhatsApp. O site só trabalha se as pessoas o encontrarem.
Depois de publicar: põe o site a trabalhar
Publicar não é o fim — é o princípio. Nas semanas seguintes, vale a pena olhar para três frentes:
Aparecer nas pesquisas. Um site novo não aparece no Google no dia seguinte, mas há passos concretos que aceleram o processo, sobretudo para quem vende numa zona específica. Está tudo no nosso guia sobre como fazer um negócio local aparecer no Google.
Vender online. Quando a página simples já estiver a trazer contactos, podes dar o passo seguinte: um catálogo com encomendas. Explicamos como no artigo sobre criar uma loja online para um pequeno negócio.
Manter o site vivo. Não precisas de escrever todas as semanas. Basta que o essencial esteja certo: preços atualizados, horário certo, fotografias recentes. Um site com informação verdadeira e fresca vale mais do que um site bonito e desatualizado.
E é isto. Criar um site para o teu negócio não é um bicho de sete cabeças: são três decisões, um caminho à tua medida e uma tarde de trabalho. O mais importante não é a ferramenta — é ires do rascunho ao publicado. A partir daí, o site trabalha por ti, todos os dias, mesmo quando estás a atender clientes.
Perguntas frequentes
Preciso de saber programar para criar um site?
Não. Os construtores de sites e plataformas como a Criei tratam da parte técnica. Na Criei escreves o que o teu negócio faz, a página aparece montada e só tens de rever, ajustar e publicar. Programar só é preciso em projetos muito específicos, feitos por medida.
Quanto custa criar um site para um negócio pequeno?
Depende do caminho. Uma agência ou um freelancer cobra por projeto e os valores variam muito. Na Criei, criar a conta e montar a página é grátis, sem cartão; publicar custa 10 € num pagamento único e a renovação é 19 € por ano, com aviso antes. Os preços completos estão em criei.pt/#precos.
Posso usar um domínio próprio, tipo onomedoteunegocio.pt?
Sim. Quando publicas o site na Criei, podes ligar um domínio que já tenhas. Se ainda não tens, podes registar um domínio .pt por 29,90 € por ano, registado em teu nome — o domínio é teu, não da plataforma.
E se eu quiser vender online, com encomendas?
A Criei também faz loja com catálogo e encomendas, além de blog, formulários de contacto e vídeo promocional com IA a partir das fotografias do negócio. Começa pela página simples e acrescenta a loja quando fizer sentido para o teu negócio.
Escreve o que o teu negócio faz e vê a tua página montada em minutos. Grátis, sem cartão — só pagas 10 € se decidires publicar.
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